O equilíbrio do desenvolvimento sustentável

13/11/2017

Temática bastante discutida nos dias de hoje, o meio ambiente tem sido alvo de interesses e, ao mesmo tempo, de preocupação de todos – governo, classe empresarial e sociedade civil -, em virtude da implementação do desenvolvimento sustentável com crescimento econômico, proteção ambiental e promoção da eqüidade social.

Tal situação, contudo, tem gerado incertezas para muitos, inclusive para mim. Afinal, ajustar-se aos interesses coletivos em detrimento aos individuais, em face do respeito a conceitos importantíssimos, como, por exemplo, a proteção da natureza e dos recursos naturais, é um desafio dos novos tempos.

Diante disso, muitas vezes tenho me perguntado e, também, aos especialistas qual seria esse ponto de equilíbrio. Quem estaria com a razão? Será que existiria um lado 100% correto nesse importante e fundamental tema que é extremamente necessário para a nossa qualidade de vida?

No meu dia-a-dia de empreendedor, de dirigente empresarial e de cidadão, tenho encontrado várias opiniões distintas. Aqueles que são desenvolvimentistas – os empreendedores amantes do desenvolvimento -, são os que acreditam que o crescimento econômico é fundamental sendo o principal fator que pode auxiliar o Brasil na melhoria da competitividade, redução das desigualdades econômicas e sociais, bem como do crescimento da qualidade de vida.

Outra corrente, mais extremada e muitas vezes qualificada como os “santuaristas” ou “ecologistas xiitas,” para quem o fundamental é a preservação total e que o crescimento econômico não é importante para promover a melhoria da população.

Há, ainda, um meio termo, denominado “sustentabilistas”, que buscam equacionar e estimular o crescimento econômico com a preservação ambiental. É o grupo que não é adepto dos extremos.

O que se observa desta segmentação é que os empreendedores, amantes do desenvolvimento, acreditam que os indicadores econômicos são tudo e que a excessiva preocupação ambiental de alguns, muitas vezes, são coisas de ecologistas ou, mesmo, de um “eco-chato”. E que, muitas vezes, os Estados e as regiões que lutam veemente pela preservação ambiental são aqueles que, no passado, já destruíram seu meio ambiente visando o desenvolvimento e, agora, querem evitar o crescimento de outras áreas.

Já os ecologistas argumentam que o crescimento econômico, não necessariamente, significa uma inclusão social da população mais carente e que esta tão falada qualidade de vida não atinge toda a população brasileira.

Existe, ainda, “a turma do meio”, que acha que é possível crescer, preservando os nossos recursos naturais, minimizando os impactos do meio ambiente, pois atualmente existem tecnologias e soluções técnicas capazes de permitir tal equacionamento. Entretanto, esse posicionamento intermediário sofre variações muito amplas.

Mas novamente pergunto, qual seria esse ponto de equilíbrio? Será possível chegarmos a um consenso técnico e não a posições ideológicas que muitas vezes se confundem com paranóias pessoais ou mesmo com posições político-partidárias? É fundamental encontrarmos esse ponto de convergência, e com urgência!

O fato é que, independentemente do nível da ideologia e da corrente ambiental, a maioria concorda que precisamos repensar o assunto, pois já enfrentamos o colapso do nosso meio que afeta diretamente nossa qualidade de vida e de nossos familiares.

A proteção da natureza, seja ela preservação ou conservação, somente será possível a partir de uma ampla discussão e união de todas as correntes, visando o bem-estar da humanidade, tanto da presente geração quanto das gerações futuras.

Lucas Izoton

 

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